POLIESTIRENO EXPANSÍVEL
O poliestireno expansível, ou
EPS, é mais conhecido pela marca Isopor, nome da primeira fábrica do material instalada
no Brasil. Trata-se de de plástico celular rígido polimerizado e expandido com o gás
pentano, inofensivo à camada de ozônio. Inicialmente, as pequenas "pérolas"
de EPS têm, no máximo, 3mm de diâmetro, mas depois de expandidas com o gás assumem
dimensões de até 50 vezes a original, podendo ser moldadas nos mais diversos formatos,
já que consistem em 98% de ar e 2% de poliestireno.
Não se deve confundi-lo com o XPS, um derivado de petróleo
utilizado na confecção de embalagens para ovos e sanduíches. Embora ambos seja
comumente chamados de isopor, a grande diferença está no agente expansor usado na
fabricação: enquanto o EPS se expande com gás pentano, o XPS é expandido com gás CFC,
o maior agressor da camada de ozônio.
O EPS reúne uma série de características que o tornam
imbatível, tais como sua acentuada capacidade isolante termoacústica, sua grande
resistência mecânica à dilatação e à compressão, e sua estabilidade diante dos
materiais normalmente aplicados em obras, como cimento, cal, areia e gesso. Além disso, o
EPS não serve de alimento para insetos e microorganismos, não apodrece, não mofa e
ainda apresenta uma baixíssima absorção de água quando submerso ou em contato direto
com ela.
O uso do material em qualquer obra deve ser previsto ainda na
fase de projeto, permitindo o aproveitamento de seu potencial redução da carga (até 25%
em relação ao concreto celular e de 50% quando comparado ao tijolo comum) sem qualquer
perda da qualidade e da resistência dos elementos que substitui.
Um dos principais usos na construção civil se dá através do
concreto leve, não estrutural, que consiste numa mistura de concreto e EPS, resultando
num material leve e de boa qualidade como isolante térmico, podendo ser aplicado em
divisórias, no preenchimento de forros, lajes e brises e até em pisos, desde que não
sujeitos a grandes cargas.
Outros usos para o EPS são:
na construção de caixões perdidos, onde não apenas
concorre em preço com outros materiais utilizados como ainda oferece facilidade para a
passagem de instalações hidráulicas e elétricas, proporciona economia de cimento (a
nata não penetra nos orifícios) e contribui para um aceleramento da cura do concreto.
Normalmente, os blocos têm dimensões de 0,50 x 1,20 x 3 ou 6m, embora outros formatos e
dimensões também possam ser utilizados;
nas juntas verticais de dilatação (sob a forma de
placas, em várias dimensões), o produto absorve a dilatação da estrutura causada pelo
aumento da temperatura. Colocadas antes da concretagem, as placas são elásticas e
compressíveis, e possibilitam economia de tempo e de mão de obra;
no isolamento de lajes, onde a aplicação do EPS é cada
vez mais freqüente. Porém, como os demais isolantes, a impermeabilização não deve ser
dispensada, mas feita diretamente sobre a laje acabada, com a aplicação, por cima, de
placas de EPS com espessura variando de 25 a 40mm e, finalmente, uma chapisco de cimento e
areia. Além das lajes planas, outros elementos, como vigas e calhas pré-fabricadas,
também podem ser isolados com o EPS;
na execução de paredes autoportantes em edificações de
até 4 andares, através de blocos vazados com um simples sistema de encaixe entre si ou
placas associadas a outros materiais, formando painéis pré-construídos;
como revestimento de paredes e forros, para melhoria das
condições de isolamento termoacústico (quando usadas como forro sob telhas de
cimento-amianto, por exemplo, as placas do material proporcionam redução de até 7º no
interior do ambiente).
Cabe ainda ressaltar as características ecológicas do EPS:
além de ser reciclável, sua queima gera apenas gás carbônico e vapor dágua, e
quando depositado em aterros sanitários premanece inerte e não contamina o solo ou
lençóis freáticos.
Fonte: Central EPS, in Revista Arquitetura & Construção - nov/92.