USO DE PLÁSTICOS NA CONSTRUÇÃO
Atualmente, diversos tipos de
plásticos podem ser utilizados na construção para substituir com eficiência materiais
tradicionais, como o alumínio das esquadrias, o gesso das molduras e a madeira dos
revestimentos externos. Talvez a maior de suas vantagens seja o fato de que eles não
enferrujam, além de requerer manutenção simples. Os principais tipos e suas
aplicações são:
POLIURETANO
Usos - molduras e perfis de acabamento, caixas d'água e
drenagem de solo.
Derivado do petróleo pela transformação do gás metano,
é fácil de montar e resistente (essa resistência é tanto maior quanto a quantidade de
poliuretano presente por área), o material permite desenhos elaborados em alto e baixo
relevos, razão pela qual é possível confeccionar uma infinidade de modelos de molduras,
sancas, rosetas e até "boiseries". O preço é compatível com o gesso, mas
são mais fáceis de instalar: basta uma cola acrílica solúvel em água. Outro elemento
encontrado nesse material são as colunas, com base e capitel de poliuretano, mais leves e
baratas que os similares feitos de mármore. Dependendo do modelo, pode suportar até 9
toneladas.
POLIESTIRENO
Usos - molduras e perfis de teto, drenagem de muro de
arrimo, gramados e pisos.
Derivado do petróleo pela transformação do gás
estireno, ele é a matéria prima que compõe o EPS, conhecido pela marca Isopor, muito
utilizado em embalagens. Para molduras e sancas, os perfis de poliestireno são uma
solução 10 a 20% mais barata que o gesso. Mais leve que o gesso, sua fixação é
rápida e não faz sujeira, bastando cortar no tamanho desejado e fixar com cola acrílica
solúvel em água. Aceita pintura, mas é aconselhável uma primeira demão com tinta à
base de água. O processo de fabricação por máquina extrusora não permite a
elaboração de desenhos rebuscados. Além disso, as peças devem ficar sempre próximas
ao teto, pois podem se danificar com uma batida acidental.
PVC (policloreto de vinila)
Usos - esquadrias (portas e janelas), telhas,
revestimentos de fachadas, forros e divisórias, pisos, tubos, calhas e mantas de
impermeabilização.
Suas matérias primas são o cloreto de sódio e derivados
de petróleo. Não precisam de pintura, muito menos impermeabilização ou lixamento. São
isolantes termoacústicos e não propagam chamas. As esquadrias feitas com esse material
têm durabilidade maior que as metálicas, além de ser imunes à maresia. Podem
substituir a madeira no revestimento de fachadas tipo "clapboard siding",
acabamento característico das casas americanas. São fixados sobre qualquer superfície,
sem necessidade de quebrar nada. Quando a casa é planejada com o revestimento, o processo
de construção é muito mais rápido, pois a fixação é feita diretamente sobre o bloco
ou tijolo, não precisando de massa fina ou corrida. A única desvantagem são as emendas
que podem aparecer, se a instalação for mal feita. Para a limpeza, bastam água e
sabão.
POLICARBONATO
Usos - para coberturas e fachadas em que se deseje efeito
de transparência.
Derivado do petróleo pela associação de moléculas de
carbono, é um termoplástico, ou seja, amolece ao ser aquecido e endurece quando
resfriado. Disponível em chapas ou telhas, há modelos com transparência que chega a
89%, além das cores branco, bronze, verde, azul ou cinza. Vale lembrar que as peças
coloridas absorvem mais o calor. A maior vantagem em relação ao vidro é que ele pode
ser moldado sem emendas, em formas curvas. É também mais resistente a impactos, porém,
menos rígido, por isso pode riscar com facilidade. O ideal é pedir a aplicação de uma
película antiabrasiva.
Fonte: Revista Arquitetura & Construção - mai/96.