ENGº  MARTONIO FERREIRA MARTINS

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BELO HORIZONTE - MG

 

MACETES

INÍCIO

 

1. MACETES DE OBRAS E DE PROJETOS

 

 

     

        1.1- Em lajes e vigas em balanço, a armadura principal de flexão é negativa, isto é, colocada próxima à face superior para absorver os esforços de tração. Observamos que após a concretagem da peça, a retirada das formas, escoramentos ou cimbramentos deve ser iniciada próxima à extremidade livre do balanço e avançar em direção ao apoio, pois do contrário a peça fica bi-apoiada e sujeita a uma flexão positiva, e não contando com a armadura adequada na face inferior para os esforços de tração que aí aparecem, pode romper-se bruscamente.

 

 

       

 

 

 

1.2- ESCADAS 

 

            Quando dimensionamos escadas, aplicamos a relação de Blondell (1680):

 

                                                  p + 2 . e = 62 a 64 cm 

 

            onde  p = largura do piso ou passo  e  e = altura do degrau ou espelho da escada.

 

            A escada residencial confortável e mais comum, é aquela que tem o espelho igual a 18 cm,

            resultando para o passo p = 63 - 2 . 18 = 63 - 36 = 27 cm. Entre cada lance de 16 degraus,

            deve apresentar um patamar para descanso.

 

            Esta fórmula decorre do fato de que o passo de um homem médio andando, é da ordem de

            p = 62 a 64 cm, e neste caso, e = 0.          

 

            Então, para o mesmo subir uma escada vertical, sem esforço, a fórmula nos dá o valor de

            31 a 32 cm para o espelho, e neste caso, p = 0.

        

         

                

        1.3- Quando as tubulações elétricas e hidráulicas atravessam vigas, devem fazê-lo abaixo da linha neutra na região central da viga, e acima da linha neutra na região próxima aos apoios intermediários, isto é, sempre na região tracionada da seção da viga.

 

Nestas regiões, localizadas através do diagrama de momentos fletores, conta-se apenas com a colaboração da resistência do aço, podendo-se colocar as tubulações no espaço ocupado pelo concreto.

 

 

 

 

 

 

  1.4- CALHAS

 

 

 

     

 

                

        1.5- Ao se detalhar armaduras de concreto armado, para uma mesma área necessária de seção de aço, colocamos mais barras de menor diâmetro, no lugar de menos barras de maior diâmetro. Desta maneira, temos uma área efetiva bem maior de contato entre aço e concreto, melhorando bastante as condições de resistência,  aderência e fissuração do concreto.

 

 

 

 

        1.6- Um chute inicial para a altura de vigas de concreto armado é de 8% de seu vão. Assim, uma viga de 5,00 m de vão deve ter uma altura de 40 cm.

 

 

 
       1.7- Toda Norma fornece parâmetros teóricos e experimentais, que nos indicam os caminhos que devemos seguir em nossos cálculos. Mas não devemos deixar de considerar também a experiência que o tempo nos ensina.

De acôrdo com o atual Código Brasileiro do Consumidor, a lei manda primeiro "executar", e só depois o responsável técnico pode se "defender", isto é, primeiro deve saldar o prejuízo e só depois entrar com recursos para se defender.

Na ocorrência de algum problema, os juízes não estarão interessados em saber se o responsável técnico seguiu ou não as Normas, mas sim em saber quem irá pagar os prejuízos.

 

 

 

       1.8- INTERRUPTORES PARALELOS

O esquema a seguir mostra a maneira correta de se instalar interruptores paralelos. Assim, evita-se a chegada de "fases" na lâmpada, sem riscos de choques quando fôr preciso trocá-la.

 

 

      

        1.9- ESPAÇADORES OU DISTANCIADORES

 

        Dispomos de distanciadores plásticos para construção, especiais para o cobrimento das armaduras das estruturas de concreto armado (lajes, vigas, pilares, fundações, reservatórios, etc.), que substituem com vantagens nossos tradicionais calços, pastilhas e caranguejos.

 

        Dois de seus fabricantes encontram-se em  www.coplas.com.br  e  www.jeruelplast.com.br .

 

 

 

        1.10- O ALCANCE DOS VÃOS

        Utilizando lajes mistas treliçadas compostas de nervuras de concreto armado e lajotas cerâmicas, ganhamos um aumento de 10% em seu vão, quando comparamos com uma laje maciça de concreto armado de mesma altura. Isto se deve à presença dos sinuóides que as treliças metálicas contém, que absorvem os esforços cortantes e dão mais estabilidade à laje.

        E quando comparamos concreto protendido com concreto armado, tanto para lajes como para vigas de mesma altura, este aumento do vão é bem mais significativo, chegando às vezes em torno de 30%.

 

      

        1.11- TRAÇOS USUAIS PARA O CONCRETO

 

               Para se obter um concreto com resistência fck = 20 MPa, slump 5 ±1, apenas com brita n.º 1, misture:

 

        - 141 lts de brita n.º 1 (205 kg)

        - 108 lts de areia grossa (133 kg - umidade 4%)

        -   50 kg de cimento (1 saco)

        -   26 lts de água

        - 0,13 lt de aditivo

        - O rendimento será de 168 lts, e o consumo de 298 kg/m3.

 

 

               Para se obter um concreto com resistência fck = 20 MPa, slump 5 ± 1, com brita n.º 1 e 2, misture:

 

        -   47 lts de brita n.º 1 (67 kg)

        - 105 lts de brita n.º 2 (153 kg)

        - 116 lts de areia grossa (142 kg - umidade 4%)

        -   50 kg de cimento (1 saco)

        -   26 lts de água

        - 0,13 lt de aditivo

        - O rendimento será de 180 lts, e o consumo de 278 kg/m3.

 

 

 

 

 

       1.12- Uma solução da arquitetura para escada com degraus em balanço, engastados em uma viga.

 

 

 

      

        1.13- Já experimentou folhear as páginas amarelas de qualquer lista telefônica de nosso país ? 

 

Você irá observar que mais de 90% dos anunciantes são de alguma maneira ligados à construção civil !

 

Logo, em todos os aspectos, a construção civil é o setor econômico mais importante da nação e por isto requer uma atenção bem maior do que lhe foi dispensada até hoje.

 

 

 

 

        1.14- ESFORÇOS NAS LAJES

 

                Em nosso livro "Cálculo e Desenho de Concreto Armado", para calcular os esforços que agem nas lajes retangulares, adaptamos as TABELAS DE MONTOYA, que usam o mesmo princípio das TABELAS DE MARCUS e de CZERNY, isto é, equacionam e resolvem o problema igualando as flechas nas direções X e Y. As TABELAS DE MONTOYA são mais completas, oferecendo carregamentos variáveis além das cargas uniformemente distribuídas, e também detalham as lajes com bordas livres.

 

                Para quem está interessado no método dos ELEMENTOS FINITOS para calcular lajes, ou em casos particulares de lajes apoiadas em apenas dois lados, lajes circulares apoiadas sobre pilares, lajes em forma de setor circular, lajes oblíquas ou trapezoidais, MONTOYA traz o cálculo dos esforços (momentos fletores e cortantes) e o detalhamento das armaduras a partir da página 546 de seu livro HORMIGON ARMADO, Volume 1, edição de 1973.

 

 

     

 

 

 

        1.15- LEITURA DO BOLETIM DE SONDAGENS

 

            Durante a execução da sondagem à percussão de simples reconhecimento do solo, procede-se o ensaio de penetração (Standard Penetration Test - SPT), que relaciona a resistência oferecida pelo terreno à cravação do amostrador TERZAGHI de 1 3/8" e 2" - diâmetros interno e externo respectivamente. Retirando-se as amostras, classifica-se o tipo do solo.

 

Anota-se o número de golpes necessários a fazer penetrar, individualmente, 3 trechos de 15 cm do amostrador, sendo o valor SPT aquele que corresponde à soma do número de golpes que fazem penetrar os últimos 30 cm.

 

A prática brasileira relaciona o SPT com a tensão admissível do solo:

 

 

    A. Para fundações rasas, ponta de estacas ou base de tubulões:

 

sadm = SPT / 5   (em kgf/cm2)

 

         - evita-se o uso de fundações rasas, sempre que SPT < 3.

 

 

    B. Para estacas pré-moldadas cravadas:

 

         - a estaca atinge "néga" quando atravessa  S SPT > 65  ao longo de seu fuste;

 

         - a estaca atinge "néga" com a ponta apoiada em SPT > 20.

 

 

 

 

      

 

        1.16- Cuidados a serem tomados no escoramento de lajes

 

Em residências térreas, após a concretagem da laje de fôrro, costuma-se realizar a cura molhando-se o concreto endurecido nos três primeiros dias, e observa-se que o excesso de água cai, umedecendo a base onde estão apoiados os pontaletes do escoramento. Se o contra-piso ainda não foi executado, deve-se calçar com tábuas ou terças e depois chapuzar com sarrafos estes pontaletes, que estão apoiados diretamente na terra molhada e sem resistência, e que sem estas precauções permitiria a ocorrência de recalques na laje.

 

Em lajes pré-moldadas de sobrados, por ocasião da concretagem da segunda laje, não se deve retirar os pontaletes dos escoramentos da primeira laje em alguns pontos importantes, porque esta irá fletir com o peso da segunda sobre ela, anulando a contra-flecha da segunda laje e trincando em seus apoios após a desforma, ao voltar à sua posição inicial.

 

Quando o pé direito é grande (maior que 3,00 metros), os pontaletes dos escoramentos devem ser contraventados com tábuas ou sarrafos, para evitar sua flambagem.